domingo, 23 de junho de 2019

Será que as redes sociais estão a dar cabo da nossa saúde metal, sem nos apercebermos?

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 Hoje em dia, a nossa sociedade está a tornar-se cada vez mais dependente de redes sociais. Estas, para além de meio de comunicação, também providenciam um estatuto e diversas oportunidades de emprego. Por isso, é apenas natural, que nos questionemos se o uso desta ferramenta tem algumas implicações negativas nas nossas vidas.

 Para muitas pessoas que usam este meio, a resposta ao título deste post, é bastante óbvia. Numa sociedade onde as pessoas se importam mais com a imagem, e estão constantemente a ser bombardeadas com uma espécie de "padrão" de beleza, é apenas normal que desenvolvamos pensamentos negativos relacionadas com a nossa aparência. E as redes sociais são parcialmente responsáveis por este fenómeno.

 Não é propriamente uma novidade que as redes sociais causam vicio. De acordo com a Dr.ª Daria Kuss e o Dr. Mark Griffiths (Psychology Today, 2018), e, tendo em conta um estudo científico conduzido por ambos em 2011, utilizadores de redes sociais, especialmente jovens, são mais prováveis de ser negativamente influenciados por este meio.
A sensação de pertença que esta fonte fornece, pode e é mais provável de causar dependência.
 Com isto dito, é com alguma frequência que se vê pessoas incapazes de ficarem longe dos seus smartphones durante algumas horas. Pode ser qualquer pessoa, até mesmo você.
Falando do ponto de vista de alguém viciado nas redes sociais, (infelizmente sou um pouco, tenho que confessar) estar em constante contacto com esta forma de media, torna-se extremamente cansativo e consigo ver porque que estar em contacto com estas plataformas 24 horas por dia pode ser incrivelmente deteriorante.

 Por exemplo, e de acordo com a Bailey Parnell (TEDx Talks, 2017), quando queremos publicar uma foto nossa no Instagram (ou qualquer outra plataforma de partilha), o comportamento mais comum é tirar uma quantidade ridícula de selfies e só publicar uma. Esta atitude está ligada com a lavagem cerebral que decorre no uso de redes sociais. Passo a explicar. Usando o Instagram como exemplo, é muito raro se ver "más fotos" na plataforma. "Más fotos" no sentido que quase nunca vemos pessoas sem ser no seu melhor. Isto faz com que o utilizador, que está a percorrer o feed, olhe para a sua vida e se questione porque é que ele não pode ser como as pessoas na plataforma. O que Parnell explica é que quando estamos a olhar para as fotos de outras pessoas, estamos apenas a ver os seus highlight reels, significando que estamos apenas a ver os melhores momentos daquelas pessoas. Isto pode se tornar bastante prejudicial se nos esquecermos do facto que, o que estamos a ver, não corresponde ao dia-a-dia da pessoa. E pode mesmo causar sérios problemas de auto-estima sendo que começamos a reavaliar a nossa própria vida. Sentimentos de "Porque é que eu não sou assim?" ou "Porque é que eu não tenho aquela vida?", podem surgir e causar uma grande mossa no nosso amor próprio. E basta isto para influenciar a sua saúde mental na negativa. O utilizador pode começar a desenvolvimentos de não ser bom o suficiente e, se levado a um extremo, pode mesmo causar sérios problemas como depressão.

 Obviamente, que nem todas as pessoas são influenciáveis por este tipo de coisa, mas é sempre melhor ter em atenção quanto tempo está a usar as redes sociais, e há que saber controlar o que vê. Se alguém que segue lhe está a causar sentimentos de inferioridade, simplesmente deixe de seguir essa pessoa. Nunca se está seguro demais.


Fontes referenciadas:
https://www.psychologytoday.com/us/blog/in-excess/201805/addicted-social-media
https://www.youtube.com/watch?v=Czg_9C7gw0o

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Review: Filme "Eu, o Earl e a Tal Miúda" (2015)

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!!Contém Spoilers!!




 Este filme começa com um rapaz, Greg, a escrever uma história. Numa primeira impressão, Greg parece ser alguém que não quer saber de nada, e que mesmo depois da sua mãe lhe contar que uma colega dele (Rachel) tem leucemia, se mantém indiferente às novidades, sendo assim, obrigado pela mãe a ir conviver com ela.
 Com o desenrolar da história ficamos a conhecer um pouco mais sobre o Greg: ele é um rapaz bastante conservado, com baixa autoestima, que não gosta de ser desapontado por pessoas que lhe são chegadas. Isto leva-o a criar uma espécie de "barreira" contra pessoas, chegando mesmo a considerar o seu melhor amigo, Earl, um "parceiro de trabalho"; sendo que, a única constante na sua vida é fazer filmes com o Earl.
 Com o passar do tempo e depois de alguns dias do constante convívio com Rachel, eles tornam-se amigos. Isto não lhe agrada, porque apesar de tudo ele continua sem confiar nas pessoas, mas a verdade é que ela acaba por se tornar uma pessoa crucial na sua vida "inútil". Tanto que depois de 209 dias, quando a Rachel falece, Greg fica completamente destroçado e perdido.
 O que eu mais gostei deste filme foi o facto de este não ser focado na doença da Rachel, mas sim no desenvolvimento de Greg, como pessoa, perante uma situação fora da sua zona de conforto.
 É um filme que nos abre a mentalidade a uma realidade, para muitos desconhecida, e que nos faz pensar na vida de outra forma e, por isso, aconselho bastante.






Frases Favoritas:

-"Raparigas giras destroem a vossa vida." (Greg)
-"Não vou simplesmente sentar-me aqui, confortavelmente, e ver-te morrer!" (Greg)
-"Podes voltar para a tua vida de ser invisível e indiferente." (Rachel)
-"Deixa-me estar aqui sentado a arrepender-me de coisas." (Greg)   

Beijos HetherSunny <3xx
 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Um Fim de Semana em Huelva, Espanha

 Já alguma vez fizeram uma excursão?
 Eu nunca tinha feito mas, obviamente que não se recusa quando a nossa mãe nos convida a ir passar um fim de semana a Espanha, por apenas 65 euros.
 Sim, 65 euros com tudo incluído! Fomos com as "Típica Excursões", uma companhia que providencia viagens cinco estrelas a um preço bastante acessível.

1º Dia (Sábado):
 Saímos cedo, por volta das 5 da manhã já estávamos no autocarro prontas para a viagem. Chegamos a Huelva às 10 horas e fomos logo apresentadas ao nosso guia turístico, David. O primeiro local que visitamos foi o "Santuario de Nuestra Señora de la Cinta" um santuário católico. É a "sede" da santa "Virgen de la Cinta".
 Por azar ou sorte, estava a decorrer um casamento, o que nos deu a oportunidade de ver a forma como as espanholas se vestem para estas ocasiões.
























 A segunda paragem (a última da parte da manhã) foi a "Catedral da Merced" uma catedral de arquitetura estilo barroco construída no século XV pelo Alonso Pérez de Guzmán.
 Qual não foi o espanto, quando descobrimos que estava a decorrer outro casamento.
 Como ainda tínhamos algum tempo livre acabamos por ficar a descansar num jardim à frente da catedral. Depois voltamos ao autocarro onde o nosso guia nos levou ao hotel onde iríamos ficar hospedados. Hotel esse situado em Matalascãnas. 



























   Após fazermos o check in e almoçarmos no hotel, regressamos ao autocarro para continuarmos a visita. O 1º sítio onde parámos foi no 'Cais das Três Caravelas' - Pinta, Ninã e Santa Maria; réplicas das três caravelas que partiram a descoberta da América no século XV. 

















 O último sitio que visitamos foi o "Mosteiro de la Rábida" um mosteiro franciscano construído nos séculos XIV-XV. É aqui que se conservam diversos objetos do 'Descobrimento da América' e uma escultura da Virgem Maria.
 E claro que, com a nossa sorte, estava a decorrer outro casamento.













  



 Regressamos ao hotel onde, depois de banho tomado, jantamos. A seguir ao jantar o hotel proporcionou um concurso de talentos seguido de um baile.





 2º Dia (Domingo):

 Acordamos cedo e pelas 9 horas já estávamos de pequeno almoço tomado e prontas para aproveitar o dia. Como tínhamos tempo livre até ao almoço, aproveitamos para ir explorar a praia ao pé do nosso hotel.





 Após o almoço fomos visitar o último ponto no plano da excursão. Fomos a uma pequena vila chamada 'El Rocio' e visitamos a capela da 'Virgen del Rocio', e posso afirmar que é a capela mais bonita que vi até à data.








 Retomamos o autocarro e regressamos a Sines, acabando assim mais uma viagem.

Beijos HetherSunny <3xx

Será que as redes sociais estão a dar cabo da nossa saúde metal, sem nos apercebermos?

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